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Don José - Um vinho premiado. Uma história de trabalho e dedicação.

Publicado em 10/01/2019 às 16:01 - Atualizado em 11/01/2019 às 10:00

    Em meados do mês de junho as parreiras entram em dormência, proporcionando um período para experimentos e testes para a próxima produção. Em julho e agosto no pico do inverno é a hora de podar e dar a manutenção do parreiral. Em setembro os brotos começam a aparecer e os cuidados com o controle de pragas iniciam. Outubro pode-se realizar a poda de renovação. A floração começa em novembro onde praticamente não há mais riscos de gear. No mês de dezembro é hora de organizar a parreira, aplicação dos fertilizantes, irrigação e raleio se a produção prometer ser abundante.  Quando as vinhas estiverem totalmente crescidas é a hora de tratar contra doenças e pragas. Em janeiro as uvas amadurecem. O ciclo da uva varia conforme a variedade, a região, o clima, e também em função de sua destinação, podendo a sua colheita durar até o mês de março. Em abril as plantas começam a entrar em dormência, perdendo as folhas, e se recuperando para a próxima produção.

    Segundo Don José, na família Bottega esse ciclo já se repete a vários anos. “É um trabalho feito com muito amor e transmitido de pai pra filho”. José Bottega com 62 anos e dona Salete com 61, são casados há 38 anos e tiveram três filhos Marina, Márcio e Maristela.  A Família que residia em Lajeado Grande, Serra Alta, veio para Modelo em 1996. Na mudança vieram também os mestres (palanques) para iniciar o novo parreiral.

    Os vinhedos cultivados na propriedade localizada na Linha Cedro, são de variedades diversas, com destaque para a Niágara branca voltada ao consumo in natura. Na propriedade também são realizados alguns experimentos desde a produção de novas mudas, selecionadas a partir de vinhas da propriedade, até enxertos em cavalos com fortes raízes, visando a melhoria na produtividade e qualidade das uvas.

    Existe um projeto para a ampliação das parreiras, com a ajuda da família, visando suprir a crescente demanda. Para o Senhor José, o clima da propriedade colabora com a cultura, “trabalhando dentro das técnicas, com manejo adequado, e com dedicação dá pra aumentar muito a produção”.

    O destaque da propriedade fica por conta da produção de vinhos artesanais de mesa com a marca Don José, um produto requintado feito em Modelo, que vem recebendo reconhecimento regional.

    Com a parceria firmada em maio 2018 entre o Governo Municipal de Modelo, Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina – SEBRAE/SC, e o Núcleo de Vitivinicultores da ACIP – NVA, foram contratados os serviços de consultoria especializada em Vitivinicultura prestados pelo SEBRAE, entre os meses de maio e dezembro.

    Após um diagnóstico técnico inicial foi constatado que havia ataque de cochonilhas provocando enfraquecimento de vinhedo e alto índice de aborto na floração, resultando assim em baixa produtividade. Para solucionar o problema foram utilizadas técnicas de poda e substituição de plantas improdutivas. O vinhedo também estava com problema de desfolha precoce e ataque de pragas, para isso foram repassadas orientações de tratamentos fitossanitários com produtos adequados para cada situação. O ambiente da vinícola foi adequado deixando mais pontos de ventilação. Também foi implementada a rotulagem padrão, e neste estão presentes todas as informações exigidas pelo MAPA.

    Segundo o consultor e enólogo Gilson Panseri Junior do Instituto de Desenvolvimento Regional – SAGA, responsável pelos serviços de consultoria, houve uma significativa melhora na qualidade do vinho produzido, com redução de desperdícios de vinho e aumento na produtividade do vinhedo.

    Os resultados destes esforços apareceram ainda em 2018 com a premiação na 4ª Avaliação Regional Oeste promovida pelo Núcleo dos Vitivinicultores da ACIP onde os Vinhos Don José receberam a Medalha de bronze nas categorias Niágara e Tinto e Medalha de Prata na Categoria Bordô.

    A produção da Safra 2018/2019 já está na pipa em fermentação: fase em que as leveduras se alimentam do açúcar natural presente no suco das uvas e o transformam em álcool e dióxido de carbono. Para este ano é estimado o envase de 6.000 à 8.000 litros e devem ser comercializados 3.000 quilos de uvas para o consumo de mesa.


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